01 de Agosto
Encontro reúne cineastas e discute a temática infantil abordada no cinema

 

 “A criança e seu meio ambiente no cinema” foi tema de um produtivo bate-papo realizado na tarde de domingo (31/07) no Sebrae com cineastas e os

interessados no assunto. Antes do encontro houve a exibição dos filmes “A princesa pantaneira” de Constantina Xavier e “O menino no espelho” de Guilherme Fiuza.

Participaram do encontro os cineastas Lucas Barros, Jamille Furtado, Constantina Xavier, Lia Mattos, Alexandre Basso e do escritor Augusto César Proença que tiveram seus filmes exibidos na Mostra. Também marcaram presença Carlos Rodrigues Diehl Conselheiro do Fórum Estadual de Cultura e de Fabiane Fernandes integrante do Colegiado Setorial de Audiovisual. A mediação foi feita pela Coordenadora Geral do Festival e presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Andréa Freire.

Os cineastas contaram suas experiências de fazer filmes voltados para o público infantil ou que abordassem a infância. Cada um teve suas próprias características e

impulsos para tratar do tema, que num consenso disseram não ser tarefa fácil realizar filme com a temática infantil. Em alguns casos, como foi o Cordilheira de Amoras que também aborda a questão indígena, essa dificuldade aumentou ainda mais. “A nossa ideia é provocar para que este tema esteja inserido nas atividades culturais”, disse Lia Matos que produziu o documentário “Mitã”.

Durante o bate-papo também se evidenciou a perda de contato das crianças com a natureza e até mesmo do contato com outras crianças. A mediação dos pais ou a falta dela, com relação ao acesso à tecnologia e às redes sociais também foi citado durante a conversa. Ainda segundo os participantes é preciso resgatar a memória cultural, as crianças quase não têm acesso ao conteúdo brasileiro, é preciso que emsta realidade mude, com programas de qualidade voltado para o público infantil.

Outra questão levantada foi em relação a formação de plateia, nesse sentido a cineasta Jamille Furtado deu uma sugestão para que sejam feitas oficinas com as crianças da cidade antes da realização do Festival e durante o evento os filmes serem exibidos em Mostra. Também comentaram como grandes entraves no setor a distribuição e a exibição de filmes no pais.

Andréa Freire disse que a Fundação de Cultura está mantendo projetos que deram certo na administração anterior, como o Rota CineMS que voltará a ser executado a partir de setembro e que realiza um trabalho excepcional de divulgar e ampliar o acesso do audiovisual nas escolas, e que também é uma oportunidade de se exibir os filmes produzidos no Estado. Também abordou o I Seminário de Arte e Educação a ser realizado no próximo final de semana, (5 a 7 de agosto) em Campo Grande com a participação de 400 arte educadores, “ a gente tem que recuperar esse diálogo entre a cultura e a educação”, analisa Freire. “Essa mostra superou as expectativas, discutiu o nosso público infantil e o que é ser criança”, elogiou Fabiana Fernandes do Colegiado Setorial do Audiovisual.

 

texto André Messias